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A transformação digital muito além da implantação de uma tecnologia

Atualizado: Ago 31

"Atualmente, quase toda a economia está sendo movimentada pelo meio digital, mas será que essa transformação está sendo realizada de forma adequada?"

Indiscutivelmente estamos vivendo um mundo digital. Alguns números de janeiro deste ano nos mostram que dos 7 bilhões de habitantes no planeta, 5 bilhões tem um smartphone, 4 bilhões já estão conectados e mais de 3 bilhões estão nas redes sociais.

E o que nós fazemos nesse mundo eletrônico? Interagimos o tempo todo, nos locomovemos com Uber, locamos um Airbnb, fazemos pagamentos, diversas transações e inúmeras outras atividades. Já pararam para pensar em tudo que está acontecendo exatamente agora? Quantas informações trocadas, quantas publicações realizadas, quantas pesquisas no Google? Confere esses dados abaixo.



A pandemia é um exemplo atual de algo que vem quebrando muitos paradigmas e transformando tudo mais ainda, seja nas pessoas como consumidores, profissionais ou empreendedores. Todo o mundo dos negócios, toda a economia está sendo movimentada quase que completamente pelo digital. Mas será que os empreendimentos estão conseguindo fazer esse movimento da forma adequada? Esse é um período de caos, mas se analisarmos antes de tudo isso, será que os negócios já vinham conseguindo fazer esse movimento de forma adequada?


Venho percebendo há algum tempo vários negócios apresentando como vem realizando sua transformação digital, o interessante é que, alguns se manifestam sobre isso apenas a partir da implantação de uma tecnologia de ponta para o negócio. O foco desse movimento, até mesmo pelo nome, realmente vem sendo a tecnologia em si, mas o questionamento é:


"Será que implantar a melhor tecnologia basta para obter a criação e sustentação da Transformação Digital?"

Saiba aqui também como ressignificar novas formas de trabalho diante do COVID19


Uma pesquisa da Harvard Business Review, que nos apresentou que CEOs e altos executivos observaram que o risco da Transformação Digital (TD) foi uma das maiores preocupações para os empreendimentos do ano de 2019. Ainda nessa pesquisa, eles perceberam que 70% de todas as iniciativas de transformação digital não atingem seus objetivos e que 900 trilhões, dos 1,3 trilhões de dólares gastos em transformação digital no ano passado, foram desperdiçados.


A partir desses dados, algumas dúvidas nos surgem: Por que alguns movimentos de transformação digital são tão bem-sucedidos e outros não? Por que a taxa de insucesso é bem maior que a de sucesso? O ponto-chave para responder esses questionamentos vai muito além da implantação da tecnologia por si só, trata de toda estrutura necessária para que isso possa acontecer, e principalmente, se sustentar.


Primeiro de tudo, precisamos falar sobre quem está por trás da inovação, agilidade e toda transformação digital: Pessoas! O porque a taxa de insucesso ainda é maior que a de sucesso é porque a maioria das tecnologias entregam eficiência operacional, agilidade, praticidade, facilidade, proximidade com o cliente e inúmeras outras, mas as pessoas que estão realizam no redesenho desses processos ainda possuem um grande gap. Muitas vezes essas ainda não tem o mindset ideal para realização dessas mudanças, para novas práticas e novas tecnologias. Nesse caso, se as pessoas não souberem lidar com isso, ao invés de elas usufruírem dos possíveis benefícios, ficarão com falhas e gaps ainda mais nítidos.


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3 aprendizados do CEO da GPTW sobre transformação digital: Negócios, pessoas e mundo


A transformação deve ser melhor para os negócios, melhor para as pessoas e ser melhor para o mundo. O CEO apresenta seus aprendizados como uma fórmula que mostra que tecnologia + pessoas = transformação, devendo algum tipo de impacto nesses 3 contextos.


Primeiro para os negócios porque ele fala sobre o desafio de se manter competitivo no mercado, tendo uma conexão em rede com outros modelos de negócios de forma que estes se complementem e prestem serviços entre si. Depois para as pessoas, pelos desafios existentes na área das finanças, de processos e comercial. Ele aponta que para sobreviver no mercado precisa de qualidade nesses contextos e para obter isso precisa-se de boas pessoas, bons talentos. Já o terceiro e último, retrata a importância de ser bom para o mundo, de forma que para que um negócio seja exponencial, precisamos fazê-lo com propósito, sendo imprescindível que os empreendimentos tenham um bem definido e que todas as suas atividades sejam direcionadas por ele.


Pessoas estão sempre à frente das organizações e automaticamente da transformação digital. A tecnologia vem como elemento fundamental para uma maior produtividade e escalabilidade para os negócios com automações, inteligência artificial, nuvem e outros modelos, mas a mudança, a estruturação e a sustentação disso, está na forma com que os colaboradores se conectam e tiram valor dessa tecnologia, buscando se diferenciar no mercado. Por isso, esse movimento deve ser analisado caso a caso, levando em consideração os benefícios gerados para cada um deles de acordo com seu respectivo público, clientes, colaboradores e o modelo de negócio, não apenas através da tecnologia mais moderna ou do mais novo processo disponível.


"Então o que as pessoas precisam ter para que os negócios consigam conquistar e sustentar essa Transformação Digital?"

Para que a gente consiga alcançar aquela pequena fatia de assertividade da pesquisa de Harvard, precisamos de um mindset digital. Quando se fala das pessoas no centro de tudo e principalmente desse processo, quando se fala sobre a forma de pensar dessas pessoas, se fala também sobre cultura, comportamento e a maneira como as pessoas agem e realizam as coisas dentro de uma organização.


8 Características-chave da cultura digital dentro dos negócios


Adaptação: Trata da importância de saber lidar com todas as mudanças de forma flexível e se adaptativa. Essa adaptabilidade pede um conjunto de comportamentos e atitudes que fazem com que as pessoas percebam novas possibilidades existentes e usem suas habilidades para estarem sempre de adequando com a entrega de coisas novas, de novos jeitos, com novas possibilidades.


Colaboração: Estamos em um mundo cada vez mais complexo, repleto de mudanças e novos desafios que pedem a diversidade de pensamentos, de abordagens e repertórios para resolver problemas. Inovar e criar mais valor diante desse contexto, requer um trabalho em conjunto, com uma equipe que possui diferentes vivências, experiências e pontos de vista.


Diversidade: A colaboração por si só se não tiver essa diversidade não é suficiente. Dificilmente pessoas que pensam iguais conseguem apresentar resultados inovadores diante dos desafios, no entanto, pessoas com perspectivas diferentes, mindsets diferentes conseguirão isso de maneira mais eficaz. E o mindset digital é exatamente isso, é fugir do óbvio, criar diálogos diferentes, se empenhar em ideias diferentes, experimentar padrões diferentes.


Mindset de Crescimento: Ser um eterno aprendiz, saber que podemos sempre se aprimorar, se desenvolver e fazer mais e melhor. A transformação digital não é algo que acontece uma única uma vez, é um movimento evolutivo e contínuo. Os desafios do mundo VUCA não vão parar de chegar e precisamos ter essa postura digital para resolvê-los. Sendo assim, um mindset de crescimento que compreende a necessidade de aprendizado contínuo é essencial.


Learn Organizations: Organizações aprendentes são mais do que nunca, elementos-chave para sustentar e nutrir mindsets de crescimento. Mudar a postura dos colaboradores e das pessoas, transformar a forma com que estas lidam com os problemas e encaram os erros, influencia completamente na cultura da empresa e faz com que o processo de digitalização seja mais fluido. Por isso, ser uma empresa que está sempre querendo aprender e incentivando o aprendizado interno diariamente por meio de conhecimento, trocas, experimentos e muita prática é fundamental.


Intraempreendedorismo: Sair da gestão de comando e controle, dar autonomia e fomentar a proatividade no desenvolvimento e cumprimento das atividades. Formar e fomentar intraempreendedores para criarem e implementarem suas ideias, ajudando-os a analisar os mais diversos cenários, encontrar oportunidades e desafios que posteriormente são solucionados. Além de ser um diferencial que amplia a vantagem competitiva dos negócios, esse movimento proporciona engajamento dos colaboradores reduzindo os níveis de rotatividade intelectual nas empresas.


Experimentação: Deixar de lado o perfeccionismo sem perder inúmeros recursos em busca da obra prima, da solução perfeita. Saber colocar ideias de forma ágil no mercado para aprender e aprimorar o quanto antes, além de principalmente, realizar isso de forma contínua. Compreender que errar também é importante, faz parte do processo, e utilizar os erros como informações e aprendizado para melhoramentos futuros.


Desapego: Nunca fez tanto sentido a frase "Mate seu próprio negócio, antes que seu concorrente o faça". A velocidade do mundo atual, principalmente para os empreendimentos, não permite apego à antigos modelos de negócios. Quem fica muito apegado à uma ideia ou solução, perde a vantagem competitiva e a oportunidade de inovar e realizar mais e melhores entregas de valor para seus clientes.


Assim como em todos os outros, nesse contexto, também existem muitos mitos. Por isso, separei alguns dos que mais ouvi dentro dos empreendimentos nos últimos tempos.


  1. ''A responsabilidade da transformação digital de uma empresa é do setor de TI''

  2. ''Chamei um consultor, implantei novas tecnologias e tive transformação digital''

  3. ''A transformação digital vem de pequenas iniciativas da operação e não necessita da sensibilidade e apoio da alta gestão''

Sabemos que qualquer transformação, seja para dar o primeiro passo e se materializar ou para ser sustentável a longo prazo, não pode ser responsabilidade de apenas um setor, mas sim de todos, devendo estar inalada na cultura organizacional e nos comportamentos diários de todo empreendimento. Por isso, por mais que contrate-se terceiros para a realização da transformação digital em um ambiente corporativo e estes façam um ótimo trabalho técnico, trazendo eficiência operacional para o negócio, de nada adianta se as pessoas não forem desenvolvidas e treinadas para obter, assim como manter um mindset digital. Isso tudo, deve ser estabelecido e apoiado pela alta gestão, que deve estruturar e manter um ambiente seguro que fomenta essas práticas de desenvolvimento e transformação cultural.


Com todas essas informações, ficou interessado em saber como passar pelo movimento de Transformação Digital da sua organização?

CONFIRA QUE TEMOS MAIS DICAS PARA VOCÊ!


Espero que gostem e que tenham ótimos resultados.


Um super abraço (virtual), e até a próxima!







Camila Bardini

DRIN

Impact Hub Floripa Primavera

Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia ACATE

Salas 1-2

Rod. José Carlos Daux, 4150 - Saco Grande, Florianópolis - SC

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