O palco que transformou IA em conversa de negócio, conexão e futuro
- Emi Monteiro

- há 2 dias
- 5 min de leitura
No segundo ano do Palco DRIN dentro do Empreende SC, ficou ainda mais claro que inovação não nasce no isolamento. Ela ganha força quando diferentes visões se encontram, quando experiências se cruzam e quando o conhecimento deixa de ser discurso para virar troca real. Foi exatamente isso que vivemos ao longo de três dias intensos, com uma curadoria pensada para mostrar que a inteligência artificial já saiu do campo da promessa e entrou de vez na rotina das empresas.

O tema macro do nosso palco era IA Tech, mas o que aconteceu ali foi maior do
que uma conversa sobre tecnologia. O público encontrou uma narrativa viva sobre negócios, cultura, liderança, marketing, criatividade, relacionamento com clientes e tomada de decisão. A IA apareceu como eixo central, sim, mas sempre conectada ao que realmente interessa para quem empreende: resultado, relevância e capacidade de adaptação.
Talvez essa tenha sido a principal beleza desta edição. Em vez de tratar a inteligência artificial como um assunto distante, técnico ou restrito a grandes corporações, o palco mostrou aplicações possíveis, dilemas concretos e caminhos acessíveis. O brilho nos olhos de quem assistia e a autoridade de quem subia ao palco confirmaram uma percepção importante:
a tecnologia vale muito mais quando encontra direção estratégica, repertório humano e coragem para experimentar.
Quando o futuro encontra a prática
Abrimos espaço para conversas que tocaram em um ponto essencial do mundo dos negócios: o futuro não é uma ideia abstrata, ele é construído nas decisões de agora. Quando discutimos liderança que atravessa o tempo, cultura que molda empresas e escolhas que definem o rumo de um negócio, trouxemos para o centro uma verdade muitas vezes esquecida. Antes de qualquer ferramenta, existem pessoas decidindo o que vale a pena construir.
Essa visão ficou ainda mais forte quando a IA foi apresentada não como um atalho, mas como uma força que amplia competências, acelera processos e reposiciona mercados. Em discussões sobre lucro, custo e eficiência, o palco mostrou que a adoção tecnológica precisa ser acompanhada de maturidade estratégica. Não basta usar inteligência artificial, é preciso entender onde ela de fato gera valor e onde ela apenas cria ruído.
Nossa proposta com o Palco DRIN não era apenas reunir bons nomes, mas construir uma experiência capaz de traduzir tendências em linguagem de negócio. Em um evento marcado por conteúdo de alto nível, escolhemos insistir em uma pergunta que interessa ao empreendedor de verdade: como transformar inovação em crescimento consistente.
Os cases que deram corpo à conversa
A potência desta edição também esteve na diversidade dos cases que subiram ao palco. Tivemos discussões que passaram por hospitalidade, tecnologia, gestão, educação, moda, mídia, mercado financeiro, indústria e ecossistema de startups. Marcas como Costão do Santinho, Banlek, Zucchetti, Intelbras, Open English, Unilever, Nubank, B3, Dexco e Darwin ajudaram a dar profundidade a uma programação que não ficou presa a um único setor ou visão.
Esse mosaico tornou o conteúdo mais interessante porque mostrou algo que o mercado já sente na pele.
A IA não pertence mais a um nicho específico, ela atravessa toda a operação das empresas e se adapta a desafios diferentes.
Em um caso, ela impulsiona produtividade e leitura de dados, em outro, melhora comunicação, relacionamento com o cliente, experiência de marca e até processos criativos.
Quando colocamos lado a lado temas como marketing, automação, verdade informacional, gestão de grandes empresas, inovação aplicada e o papel humano nesse novo cenário, o palco ganhou densidade. Não se tratava de repetir tendências da vez, mas de observar como a tecnologia se comporta em contextos reais.
IA, mas com contexto humano
A IA serviu como porta de entrada para debates muito mais amplos, e muitas trouxeram respostas que surgiram em diferentes formas, mas sempre com o mesmo núcleo. O fator humano continua sendo o grande diferencial quando falamos de repertório, sensibilidade, leitura de contexto, ética e conexão.
A tecnologia acelera, organiza, prevê e recomenda, mas ainda depende de intenção, visão e responsabilidade para produzir impacto verdadeiro.
Em vez de alimentarmos o medo de substituição ou a euforia vazia da novidade, construímos uma conversa mais madura e mais útil. Mostramos que empresas mais preparadas não são as que correm atrás de qualquer ferramenta, mas as que entendem com clareza qual problema precisam resolver e qual experiência desejam entregar.
Do jornalismo ao marketing, da cultura à conexão
Mostramos que a IA já influencia territórios que vão muito além da eficiência operacional. Quando o debate chegou ao jornalismo, à busca da verdade em tempos de excesso de informação e à necessidade de filtrar ruído com responsabilidade, o público encontrou um tema decisivo para os próximos anos. Em um mundo inundado por conteúdo, discernimento virou ativo estratégico.
No marketing, a conversa ganhou outra camada. Brandformance, posicionamento, escala, criatividade e relacionamento com o cliente apareceram como frentes em que a inteligência artificial pode multiplicar resultado, desde que exista identidade de marca e estratégia bem definidas. A consequência disso foi uma troca muito mais sofisticada, porque não falávamos apenas de automação de campanhas, mas de construção de relevância em mercados saturados.

O que ficou depois que as luzes baixaram
Quando olho para tudo o que vivemos, percebo que o maior resultado não foi apenas a qualidade do conteúdo.
Foi a sensação de que conseguimos criar um ambiente onde inovação deixou de ser conceito distante e virou conversa acessível, estratégica e viva.
Em um cenário em que tanta gente fala sobre futuro, nosso compromisso foi ajudar a torná lo mais compreensível, aplicável e mais humano.
Também ficou a certeza de que a construção de ecossistema é uma escolha poderosa. Nenhuma empresa transforma mercado sozinha, e nenhum avanço consistente acontece sem troca, sem generosidade intelectual e sem disposição para aprender com diferentes setores.
Levamos deste segundo ano dentro do Empreende SC uma gratidão genuína e um senso ainda maior de responsabilidade. Gratidão aos palestrantes que aceitaram o convite, compartilharam repertório e deram vida a uma curadoria feita com muito cuidado. E responsabilidade porque, quando a conversa é boa, ela não termina no palco: ela continua nas empresas, nas decisões e nos movimentos que vêm depois.
Para quem acompanhou o Palco DRIN e quer entender melhor como pensamos inovação, estratégia, posicionamento e experiências que conectam marcas, pessoas e resultado, esse é só o começo da conversa.
Conhecer a DRIN é conhecer uma forma prática e inteligente de transformar contexto em movimento. Porque tecnologia por si só não muda tudo, mas a visão certa aplicada no momento certo transforma.

Emi Monteiro
Gestora MKT Drin Inovação
@emiimonteiro
















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