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Estratégia em um mundo imprevisível: os limites do planejamento tradicional

há 3 dias
2 min de leitura

Por muito tempo planejar o futuro das organizações se tratava de olhar para trás, observar os aprendizados, analisar tendências e estabelecer metas para os próximos anos.

Porém, hoje, com tantas mudanças tão rápidas isso não funciona mais, pois novas tecnologias reconfiguram o mercado em poucos meses, uma mudança regulatória muda toda estrutura de trabalho e o consumidor, com mais informações, muda seus hábitos e gostos em uma velocidade quase impossível de acompanhar.

O que se destaca em meio a isso é a capacidade de perceber rápido as mudanças e se adaptar a elas.



mulheres no planejamento


Por que o planejamento linear perdeu força


O modelo tradicional de planejamento estratégico trata o futuro como uma evolução do passado e presente. Isso, nos dias atuais, representa um grande risco pois se baseia em orçamentos fechados e usa dados retrospectivos sem considerar as mudanças que podem estar ocorrendo no momento.

O grande risco acaba sendo seguir um plano muito detalhado de algo que já mudou as premissas e vai impactar o negócio sem que ele perceba, ou perceba tarde demais. Portanto, testar uma hipótese em escala pequena, observar o resultado de perto e corrigir a rota costuma funcionar melhor do que tentar acertar cada detalhe de antemão.


Estratégia como processo contínuo


Algumas empresas vêm usando novas metodologias e modelos de revisão estratégica, passando a acompanhá-la o tempo todo, monitorando sinais relevantes e decidindo com antecedência qual o momento de agir e se precisa agir.

Essa é a abordagem que o strategic foresight propõe: imaginar futuros possíveis, dar atenção a riscos que normalmente ficam fora do radar e manter a organização flexível o suficiente para mudar de rota sem precisar recomeçar do zero.


O que os primeiros sinais costumam mostrar


Mudanças relevantes aparecem primeiro em pequenos grupos de consumidores, ou numa tecnologia emergente, ou num modelo de negócio ainda em teste. Nem tudo vira tendência, mas é importante mapear e observar de perto cada possível mudança com potencial de impacto.

O entendimento vem de conversa com cliente, de observação do mercado, de acompanhamento do concorrente e de deixar espaço para experimentar testes rápidos de baixo risco.


Um planejamento mais vivo


O planejamento estratégico continua essencial, mas precisa deixar de ser um documento fechado e virar uma referência que se atualiza o tempo todo.

O segredo é combinar leitura constante do cenário, mapeamento de riscos, construção de alternativas e revisão periódica, junto com decisões claras sobre o que deve ficar estável e o que pode mudar rápido.

Um plano mais detalhado não reduz incerteza, por isso, depender menos de uma única previsão e acompanhar de perto o que está em movimento e aprender enquanto o custo de errar ainda é baixo é o melhor modelo de planejar o futuro.

Nós, da Drin, atualizamos constantemente nossos métodos e processos para apoiar os negócios na construção de planejamentos ao mesmo tempo seguros e flexíveis.


Fontes: Royal Dutch Shell, materiais sobre Scenario Planning; OECD, Strategic Foresight; Rita McGrath, Seeing Around Corners (2019).





Marcele Brunel

Future Thinking / Design 






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