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Santa Catarina forma professores para levar a educação empreendedora às escolas estaduais

há 4 horas
3 min de leitura

Em duas ondas de formação realizadas entre agosto e outubro, o programa da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina chegou a mais de 700 professores


Time professores multiplicadores

A rede estadual de ensino de Santa Catarina concluiu, no início de outubro, a segunda etapa de formação do Programa Educação Empreendedora, iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (SED-SC) conduzida em parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e a DRIN, no âmbito do programa SC Mais Inovação. Até 9 de outubro, 768 professores estavam ativos na plataforma do programa e 994 sequências didáticas haviam sido preparadas para aplicação com os estudantes.


Desenvolvida entre agosto e outubro de 2026, a formação foi organizada em duas ondas. Na primeira, cerca de 130 professores participaram de um seminário prático de três dias e passaram a atuar como multiplicadores. Na segunda, realizada ao longo de 25 dias, entre 8 de setembro e 2 de outubro, esse grupo junto com formadores da Drin Inovação levaram a formação a sete polos distribuídos pelo Estado, ampliando o alcance da iniciativa para centenas de docentes da rede.


Empreender além da abertura de empresas

A expressão “educação empreendedora” ainda costuma ser associada, de forma imediata, à criação de negócios. O programa, no entanto, adota uma concepção mais ampla, segundo a qual educar para empreender significa desenvolver no estudante a capacidade de perceber oportunidades, tomar decisões, experimentar e agir diante de situações para as quais não existem respostas prontas.


Igor drudi trabalhando com professores

Nessa perspectiva, o objetivo não é ensinar um conjunto fechado de procedimentos sobre como empreender, mas criar condições para que os alunos lidem com problemas abertos e com a incerteza, o que, por sua vez, exige que o próprio professor tenha espaço para interpretar, experimentar e adaptar o que leva para a sala de aula.


Como a formação chega ao estudante

Marcele brunel a frente do projeto

A implementação foi estruturada em três camadas. O multiplicador forma e acompanha outros professores; o aplicador transforma a ementa em experiências para uma turma real; e o estudante aprende, experimenta, produz evidências e desenvolve competências.

Na segunda onda, os multiplicadores conduziram o planejamento das aulas no ambiente virtual de aprendizagem do programa, com isso, a capacidade de formar novos professores passou a residir na própria rede estadual, o que favorece a continuidade do trabalho sem depender exclusivamente das instituições parceiras.

Um dos aprendizados apontados pela equipe que conduziu o processo é que não basta produzir um conteúdo e esperar que ele seja reproduzido na ponta.


É preciso, sobretudo, preparar os professores para interpretá-lo e convertê-lo em experiências compatíveis com a realidade de seus estudantes, de modo que o conhecimento não se encerre no encontro de capacitação, mas se transforme em situações nas quais o aluno exercite iniciativa, análise de possibilidades, tomada de decisão e aprendizagem a partir da própria experiência.

Uma mudança na lógica da avaliação

A proposta também questiona um modelo escolar baseado em uma pergunta, uma resposta correta e uma avaliação que verifica se o estudante foi capaz de reproduzi-la. No lugar dessa lógica, a pergunta central passa a ser o que o estudante consegue fazer com aquilo que aprendeu, isto é, se ele é capaz de identificar um problema, formular uma hipótese, testar uma ideia, decidir, trabalhar com outras pessoas e mudar de direção quando necessário.

De acordo com a leitura dos responsáveis pela formação, as duas primeiras ondas indicam que essa transformação não depende apenas da criação de uma nova disciplina ou de novos materiais didáticos, ela depende também de professores preparados para criar experiências, de metodologias que admitam adaptação e de uma cultura educacional capaz de aprender durante o próprio processo.



Para os idealizadores do programa, portanto, a principal contribuição da educação empreendedora não está necessariamente na formação de futuros empresários, mas na preparação de pessoas capazes de construir caminhos em cenários ainda indefinidos.


O papel da DRIN


A DRIN conduziu o Programa Educação Empreendedora ao lado da Unesc, como parceira da Secretaria de Estado da Educação na concepção e na condução das formações das duas ondas. 

Para a empresa, a experiência em Santa Catarina reforça uma convicção que orienta o seu trabalho, a de que a inovação na educação não acontece apenas pela introdução de novos conteúdos, mas pela preparação das pessoas que irão transformá-los em prática, por isso, a proposta da DRIN no programa foi estruturar uma formação capaz de permanecer na rede, sustentada por professores multiplicadores que agora têm condições de levar a educação empreendedora adiante, adaptando-a à realidade de cada escola e de cada turma.




Marcele Brunel

Future Thinking / Design 






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